1. Quais são as fases da doença de Parkinson?
Existem diversas escalas para classificar a evolução da Doença de Parkinson. Uma das mais utilizadas na prática clínica é a de Hoehn & Yahr, que consiste em 5 estágios.
No estágio 1 — os sintomas encontram-se apenas em um lado do corpo (tremor e rigidez e lentificação dos movimentos).
No estágio 2 — os sintomas são bilaterais e há uma mudança na marcha, com passos mais curtos e lentos e o tom de voz pode ficar mais baixo. Porém, a independência mantém-se preservada.
Estágio 3 — os sintomas ficam mais evidentes e inicia-se alteração no equilíbrio, e as quedas ficam frequentes. Necessita-se de auxílio de terceiros para as atividades cotidianas.
Estágio 4 — os sintomas se tornam incapacitantes e há necessidade de ajuda para andar. Nesse momento, é fundamental a presença de um cuidador ou familiar durante todo o tempo.
Estágio 5 — é necessário o auxílio de cadeira de rodas para locomoção ou alguns pacientes se tornam acamados. Pode ainda apresentar delírios ou alucinações.
2. É possível perceber o surgimento da doença? Quais são os primeiros sinais de alerta?
Em muitos pacientes a doença se manifesta inicialmente com os sintomas não motores, que podem preceder o aparecimento dos sintomas motores anos antes. Eles consistem em: constipação intestinal, hiposmia (dificuldade em sentir cheiros), distúrbios do sono REM, depressão.
Quanto aos sintomas motores, é característico o tremor de repouso assimétrico (mais perceptível em um lado do corpo do que no outro), rigidez e marcha lentificada com flexão do tronco ao deambular.
3. A partir daí, o que fazer? Quais médicos procurar e como é o tratamento?
A Doença de Parkinson pode ser tratada por neurologistas ou geriatras. A terapia consiste no tratamento medicamentoso (com medicações que atuam na Dopamina) e não medicamentoso (exercício físico, alimentação balanceada, fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional).
Em casos selecionados, quando as medicações se tornam refratárias, é possível ainda um implante de eletrodos de estimulação cerebral profunda (DBS).
Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação individual.
