Quais são as características da doença nessa fase?

Existe a fase grave, onde o paciente encontra-se completamente dependente para as atividades de vida diária como alimentar-se, realizar sua higiene e transferência e incontinência urinária e fecal. Na fase terminal o paciente encontra-se acamado, muitas vezes com disfagia (dificuldade de deglutição) e é muito frequente as infecções de repetição (pneumonia e/ou infecção urinária). A progressão da doença pode variar de paciente para paciente.

E a saúde global do paciente, como fica? Podemos dizer que ele ainda está são?

O paciente acamado pode apresentar perda de massa muscular, emagrecimento e maior suscetibilidade à intercorrências clínicas — desidratação, infecções e constipação intestinal são alguns exemplos. Isso não significa, necessariamente, que todos os outros órgãos estejam doentes. O paciente pode, por exemplo, ter coração, rins ou pulmões relativamente preservados, mas apresentar uma doença neurológica grave e incapacitante.

E o cuidador? Que cuidados são importantes para que ele possa passar por esse momento de maneira menos atribulada?

E o cuidador também precisa ser cuidado. A fase avançada do Alzheimer pode ser muito exigente, física e emocionalmente, e é comum que o cuidador experimente cansaço, culpa, tristeza e sensação de impotência.

Para atravessar esse período de maneira menos atribulada, é importante reconhecer os próprios limites e, sempre que possível, dividir as responsabilidades com familiares, cuidadores profissionais e a equipe de saúde. Não é necessário — e nem saudável — tentar fazer tudo sozinho.

Também é fundamental que o cuidador preserve, dentro do possível, momentos para dormir, alimentar-se adequadamente, sair de casa e manter algum espaço de vida pessoal. A exaustão não deve ser encarada como parte inevitável do cuidado.

Ter uma equipe que oriente sobre alimentação, mobilidade, higiene, prevenção de complicações e manejo dos sintomas também traz mais segurança para a família. E, quando surgem sofrimento emocional intenso, ansiedade, depressão ou sensação de que não conseguirá mais cuidar, é importante buscar ajuda.

Cuidar de alguém com Alzheimer avançado é uma tarefa de amor, mas também é uma tarefa que precisa ser compartilhada. Cuidar do cuidador não é deixá-lo em segundo plano — é uma parte essencial do cuidado com o próprio paciente

Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação individual.

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